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  Calendário de Atividades 2012.1

Curso de Introdução ao Marxismo
Curso de Economia Política
Curso Livre das Obras de Marx e Engels
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movimento

Uma nova investida contra professores e contra o marxismo na Faced/Ufba

Camaradas,

Todos sabem da batalha travada pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas Marxistas (LEMARX), da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA) para ser reconhecido e poder disseminar as ideias marxistas. Na época que entramos com pedido de reconhecimento do grupo, criaram-se todos os obstáculos possíveis e exigências burocráticas, que jamais foram impostas a qualquer outra concepção teórico-política ou a qualquer outro grupo. Mesmo assim, depois de uma campanha e de muita luta, conseguimos passar o reconhecimento.

Desde então o Lemarx teve de travar outras tantas batalhas contra o conservadorismo e os obstáculos burocrátivos impostos às suas atividades. Nossa relação com os movimentos sociais, com estudantes, professores e trabalhadores tornou-se um fato irresistível para a Faced/Ufba, de modo que tiveram de aceitar contra a vontade a presença do grupo na Faculdade. A cada semestre, o número de pessoas que procuram os cursos de Introdução ao Marxismo, de Economia Política, das Obras Escolhidas de Marx e Engels e o Grupo de Educação e Marxismo é cada vez maior.

No último dia 7 de Novembro do ano em curso, dois membros da Congregação da Faculdade de Educação questionaram novamente as atividades do Lemarx e desta vez incluíram também as atividades da Prof. Maria Cecília de Paula e da Prof. Nair Casagrande, também militantes e que desenvolvem atividades ligadas aos explorados do campo e da cidade. O fato das três professores terem atuação nos movimentos sociais e uma postura crítica frente ao conhecimento e à atividade docente é de fato a motivação do questionamento de suas atividades. Querem impor impeditivos à atuação autônoma destas professoras e cercear a sua liberdade de expressão.

Não aceitaremos e lutaremos até as últimas consequências para que os tais questionamentos sejam rechaçados, com o apoio dos movimentos sociais, dos marxistas e docentes, dos cursistas e demais estudantes, para que sejam garantidos às docentes a liberdade de expressão, a autonomia e o respeito às suas atividades. O que se quer com tais questionamentos é impedir que continuem atuando com autonomia e compromisso de classe no espaço da Faculdade de Educação, nem que para isso tenham de violentar o próprio direito burguês.

Contamos com o apoio e a solidariedade de todos os lutadores e demais companheiros!

LEMARX/FACED/UFBA
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Defesa do LEMARX apresentada à Congregação da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, em 07 de novembro de 2011

Há quem queira acreditar, nesta Congregação, que os pedidos de vistas em questão foram um erro, um mero desaviso de alguns professores solicitantes e há ainda os querem fazer acreditar (os solicitantes) que se trata de interesse ou cuidado pelo bem público. Não se tratam de erros, nem de zelo pelo bem público, no entanto.

Esta Congregação só pode cogitar a hipótese de erro porque jamais foi brindada com os comentários a respeito do número excessivo de marxistas existentes na Faculdade de Educação, ou a respeito da militância política de membros do Lemarx, ou ainda com os comentários ditos na reunião departamental quando da tramitação do projeto de criação do Lemarx, alegando que este se tratava de um grupo sem importância, como está registrado em ata.

Nós, marxistas, aprendemos desde cedo a gritar. O nosso grito, ou  conforme praguejam silenciosamente nossos detratores, a nossa estupidez, é a maneira pela qual trazemos à tona o seu silêncio dissimulado e manso. O nosso grito também quer despertar o silêncio dos demais membros desta Congregação, ainda insensíveis ao que se passa.

Ouvimos aqui, na última reunião desta Congregação, ocorrida em 05 de dezembro, a defesa do direito unilateral que cabe a cada membro de solicitar vistas, mesmo não estando ou estando rasamente fundamentado. Está preservado este ato unilateral no regimento desta casa e se neste ainda tivesse escrito que todos deveriam comparecer de mortalha nesta sala, assim todos procederiam, apesar dos sinais do tempo.

Não se ouviu na última reunião desta Congregação a defesa do direito das livres expressão e manifestação de quaisquer grupos, visto que não está disposto no regimento. Nada se ouviu sobre os demais grupos que, não obstante o interesse público e anti-cartorial repentino dos senhores solicitantes, estes nenhuma dúvida ou interesse tiveram sobre aqueles. Curiosamente, a dúvida desses senhores fez o seu pouso sobre grupos que não professam os seus referenciais.

A democracia regimental não deve cegar os membros desta Congregação. O corporativismo institucional não os pode tornar indiferentes ao que aqui teve lugar. Quem compareceu à reunião do dia 05 de dezembro último não viu mais que uma chacota da qual esta Congregação foi vítima, os senhores solicitantes levaram todos e todas aos braços do ridículo.

Ironicamente, quis a história que hoje marxistas estivessem aqui para defender um direito sagrado da burguesia, a livre expressão. Não nos pouparam críticas a respeito de nossa intolerância e de nossa sanha exterminadora. Apenas os que desconhecem a história da humanidade, a história daqueles e daquelas que doaram as suas vidas para conquistarem direitos hoje cinicamente usurpados por alguns, podem querer fazer da democracia o sinônimo perfeito da tolerância. Homens e mulheres fizeram cabeças rolarem e perderam as suas próprias em defesa da democracia. Jamais confundiram a democracia como um ente abstrato, que pode subsistir apesar de seus atos. A medida da democracia que construíram é a mesma da intolerância que tiveram contra as tentativas mínimas de autoritarismo ou de cerceamento de liberdades. Exterminaram quem lhes opusesse ao seu projeto democrático revolucionário.

Um corpo são não deve tolerar um tumor cancerígeno. Uma instituição social democrática não deve tolerar as disposições proto-fascistas em seu interior, sob pena de ingressarem em metástase. A democracia nos exige vigilância e é estranha ao estado de dormência e cumplicidade silenciosa.

Por último, o Lemarx tem um alerta aos seus detratores. Nos mais de três anos que existe nesta Faculdade, ele vem crescendo semestre após semestre, ano após ano. Não abrimos mão de nenhuma atividade que propusemos desde o início. Ao contrário, criamos novas. Toda nova turma de suas atividades, deixa metade ou dois terços de interessados sem poderem participar, não porque aplicamos vestibular, mas porque esta casa não dispõe de auditório que comporte 450 pessoas. Os interessados chegam a nós sem que seja necessário pregarmos um só cartaz ou distribuirmos panfletos. Chegam porque nos conhecem através de nossos cursistas anteriores que são o testemunho maior de nossa seriedade, disciplina e comprometimento.

Provavelmente, nenhum dos senhores e senhoras aqui presentes conhecem a disposição necessária para doar os seus horários de descanso aos sábados à tarefa de remanejar cadeiras do primeiro e segundo andar para ocupar o pátio, graças à energia única e própria dos integrantes do Lemarx. De seres humanos que tem em seu horizonte o progresso da humanidade e o livre acesso ao conhecimento humano (o fim do vestibular e do ENEM ou coisa que o valha).

Portanto, senhores detratores, haja vista que o Lemarx cresce em taxa constante, apressem as suas novas armas, pois sabemos que este não será o nosso último embate. Tratem de elaborar novos artimanhas, de prospectar os nossos currículos e tudo que lhes renda motivo para escamotear as vossas disputas acadêmicas e políticas no ataque invejoso e mesquinho que nos fazem. É importante que continuem a nos golpear senão nós cresceremos e poderá se tornar mesmo impossível que nos tirem daqui.

A luta forja o espírito de um revolucionário e lhe multiplica as forças. É o fogo em que arde a nossa alma.

LEMARX
Laboratório de Estudos e Pesquisas Marxistas

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